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Contra tudo o que seria de esperar, face ao que se tem dito e escrito sobre a Barrinha de Esmoriz, continuam os ataques ambientais àquela que era até há relativamente pouco tempo umas das jóias ambientais do concelho de Ovar.

 

Num momento em que se deveria estar a discutir o reordenamento da Barrinha de Esmoriz, hoje parte integrante da Rede Natura 2000, a sua recuperação e requalificação, é com enorme frustração que a população tem vindo a assistir a mais uma amputação daquele valioso ecossistema, que anos após anos e perante a total incúria dos responsáveis políticos, se vai reduzindo cada vez mais a uma estreita faixa de pinhal à beira do charco em que se vai transformando a também conhecida por Lagoa de Paramos.

Com efeito, a apesar dos protestos dos moradores e da pronta intervenção do Partido Ecologista "Os Verdes", a verdade é que, à revelia das mais elementares regras de bom senso e contando com a conivência das autoridades locais e regionais, uma parte significativa do chamado Pinhal da Aberta foi totalmente aniquilada para fins ainda desconhecidos, mas que seguramente estarão ligados aos poderosos interesses imobiliários a que a Barrinha tem estado sujeita aos longo das últimas décadas.

 

Com mais este atentado, são cerca de mais de uma dezena de hectares que desaparecem em plena Zona Protegida, praticamente nas margens da Barrinha, cujo ecossistema fica agora ainda mais vulnerável.

Depois de ter estado no local, José Costa, representante da CDU na Assembleia Municipal de Ovar levantou hoje mesmo a questão na Assembleia Municipal, intimando o Sr. Presidente da Câmara a esclarecer os munícipes sobre esta matéria, designadamente no que toca ao licenciamento de eventuais obras que venham a nascer naquele local.