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Diana Ferreira, deputada do PCP, acompanha a requalificação da Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Gabinete de Imprensa da DORAV do PCP   
Quinta, 08 Junho 2017 22:20

A Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos (BE/LP) é uma lagoa costeira de média dimensão, que comunica com o Atlântico através de um canal aberto e fechado por acção da natureza ou do homem, tendo como afluentes a Ribeira de Rio-Maior (a norte) e a Vala de Maceda (a sul). 

Este sítio tem relevância ornitológica e florística, devido à presença do endemismo ibérico "Jasione lusitanica", e até piscícola devido à ocorrência de lampreia-de-riacho, não sendo por acaso que está integrado na Rede Natura 2000, pois é classificado como Sítio de Importância Comunitária (SIC), comprovando não só a sua importância, mas sobretudo atribuindo muita responsabilidade à sua conservação ambiental.

Não é isto que se tem verificado ao longo de décadas, uma vez que tanto os sucessivos governos PS,PSD e CDS/PP, como os sucessivos executivos camarários PS e PSD, não têm dado a devida importância à BE/LP, pois só agora promovem acções de valorização deste sítio, não se tendo notado da sua parte um papel activo na fiscalização ambiental da BE/LP. Como resultado, esta lagoa tem sido fustigada por descargas de efluentes contaminados de origem doméstica e sobretudo industrial, degradando os recursos naturais e prejudicando a actividade económica de pequenas famílias que sazonalmente viviam da pesca nesta lagoa.

Pelo valor ambiental e pela sua importância para as populações, Diana Ferreira, deputada do PCP na Assembleia da República, acompanhada por duas delegações das comissões concelhias de Espinho e de Ovar do PCP, esteve de visita à BE/LP para acompanhar a obra de requalificação desta lagoa costeira. Desta forma, testemunhou o avanço da requalificação, quanto às infra-estruturas, à reflorestação e dragagem do respectivo leito.

Mesmo depois de décadas de recriminações públicas entre os executivos municipais de Ovar e Espinho, e de PS, PSD e CDS terem inviabilizado, em diversas ocasiões, as propostas apresentadas pelo PCP, em sede do PIDAC, (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central), com vista à intervenção na Lagoa de Paramos/Barrinha de Esmoriz, o PCP compartilha a vontade de requalificar esta área. Porém, e para já, não deixa de colocar as devidas reservas nos pontos seguintes:

1. Prazos de conclusão e desvios orçamentais da obra;

2. O encaminhamento dado às perigosas lamas provenientes da dragagem da lagoa, por levantar dúvidas quanto ao seu impacto no ambiente e na saúde pública;

3. A resolução definitiva dos grandes problemas ambientais deste sítio, que são as descargas de efluentes contaminados na BE/LP. Não deixa de ser curioso que para garantir a qualidade balnear da praia de Esmoriz se tenha que adoptar uma solução tecnológica - o “dique fusível” - e não se possa combater as causas a montante.

O PCP, através dos seus eleitos na Assembleia da República e Assembleias Municipais, levantará as questões necessárias no sentido de promover o esclarecimento público, garantir os direitos da população e defender o meio ambiente.

Barrinha de Esmoriz


 
PCP enaltece excelentes resultados do Hospital de Ovar na avaliação da ERS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Comissão Concelhia de Ovar do PCP   
Quinta, 08 Junho 2017 16:00

PCP enaltece excelentes resultados do Hospital de Ovar na avaliação da ERS

O Sistema Nacional de Avaliação em Saúde da Entidade Reguladora (SINAS) procedeu recentemente à publicitação dos resultados no seu site, sendo público que a Área de Cirurgia de Ambulatório e a Área de Ortopedia, do Hospital de Ovar, obtiveram classificação de Nível de Qualidade III, ou seja, a categoria de classificação superior.

O PCP saúda os trabalhadores do Hospital de Ovar e o seu profissionalismo, reconhecendo ainda o esforço do actual Concelho de Administração na garantia de um hospital de proximidade e de qualidade. Num contexto em que este hospital corre o sério risco de vir a ser integrado numa mega Unidade Local de Saúde, o PCP não pode deixar de salientar que estes resultados reforçam a necessidade de manter a autonomia deste Hospital, essencial para a garantia de um serviços de qualidade e adequado às necessidades da população.

O PCP continuará a exigir ainda, junto do Ministério, a integração dos profissionais precários como condição necessária para a melhoria contínua dos serviços de saúde.

 
Petição | Por um Hospital de Ovar de Qualidade, de Proximidade e com Autonomia PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Comissão Coordenadora de Ovar da CDU   
Domingo, 28 Maio 2017 23:44

Índice


A petição




Assinar a petição

A petição pode ser assinada:

  • No formato em papel - disponível em vários locais:
  • Hospital de Ovar
  • Liga de Amigos do Hospital de Ovar
  • Centro de Trabalho do PCP (Praça da República)
  • Papelândia I
  • Papelândia II
  • Pastelaria Muxima
  • Café Ideal
  • Quiosque "Reis"
  • Associação Cultural Guilhovai
  • Café Avenida
  • Barbearia Rachão
  • Café Bagunça
  • Barbearia
  • Barbearia "Mário Vaz Ovarense"
  • Café John Bull
  • Capas Negras
  • Padaria Charlot
  • Padaria Manjar do Visconde
  • Café Gaveto
  • Florista Fernandinha
  • Restaurante João Gomes
  • Mini-mercado Ovarense
  • Frutaria Cidade de Ovar
  • Café Palácio
  • Café Jacinto




Assinar a petição

Se estiver interessado em participar na recolha de assinaturas pode fazê-lo de duas formas:

  • Participando nas acções organizadas
  • Imprimindo a petição e recolhendo autonomamente as assinaturas. Nesse caso deve-nos contactar através de e-mail ( Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ) ou através de um dos números: 964205415, 910168446 ou 934388177.
    O documento está disponível aqui em PDF: http://bit.ly/peticaohospitalpdf. Deve ter o cuidado de imprimir as duas faces na mesma folha de papel.




Partilha a petição

Pode e deve apoiar a divulgação desta iniciativa! Há muitas formas de o fazer:

  • Partilhando esta página nas redes sociais: facebook, twitter
  • Enviando o link da petição para os seu contactos de e-mail.
  • Imprimindo o cartaz e afixando-o em local visível, disponível aqui: http://bit.ly/peticaohospovarcartaz




Assinar a petição

Os acontecimentos que fundamentam a elaboração desta petição, bem como as notas justificativas, estão acessíveis aqui: http://www.ovar.pcp.pt/local/actividade/1131-lancamento-da-peticao-qpor-um-hospital-de-ovar-de-qualidade-de-proximidade-e-com-autonomiaq

É fundamental que todos os peticionários estejam informados das razões que a motivam: a defesa do serviço de urgência, a defesa das obras no Bloco Operatório, a defesa dos profissionais precários e a defesa da autonomia do nosso Hospital, não o integrando numa ULS.


O documento surge na sequência da apresentação, pelo Governo, de um Plano de Negócios para a criação de uma eventual Unidade Local de Saúde (ULS) de Entre Douro e Vouga, estrutura que anexaria o nosso Hospital de Ovar. Esta mega-estrutura, que incluiria o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (Hospital da Feira) e vários Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) de vários municípios no distrito, teria uma dimensão enorme que criaria rapidamente dificuldades na sua articulação e no seu desempenho perante as necessidades das pessoas.

Neste plano de negócios apresentado pelo Governo:

  • Nenhuma solução é dada relativamente à integração dos profissionais precários nos quadros do Hospital
  • Não estão previstas, de forma clara e inequívoca, as necessárias obras no Bloco Operatório, essenciais para que as intervenções decorram dentro dos parâmetros de segurança definidos pela Entidade Reguladora de Saúde.
  • Nada é referido sobre a necessária reabertura do Serviço de Urgência.

Acresce que o Conselho Consultivo do Hospital de Ovar já se pronunciou claramente contra este plano de negócios, tal como outras entidades do concelho. Sendo este um tema complexo, a CDU tem necessidade de prestar os esclarecimentos abaixo, nomeadamente sobre as consequências de uma eventual ULS-EDV, bem como sobre a necessidade reabertura do serviço de urgência básico.


Sobre o Plano de Negócios da ULS-EDV

Relativamente ao Plano de Negócios que defende e integração do Hospital numa eventual ULS-EDV, a CDU chama a atenção para alguns factos:

  1. Nesta ULS todas as decisões se concentrariam apenas num conselho de administração. Quer o Hospital de Ovar quer o ACeS Baixo Vouga perderiam autonomia, afectando negativamente os seus serviços de proximidade e adequado às necessidades da população.
  2. A CDU defende um modelo que garanta a autonomia de cada uma das unidades de saúde, devendo estas funcionar, sim, de forma coordenada e complementar através da celebração de protocolos no âmbito do SNS.
  3. O Governo argumenta que as ULS permitem uma maior "integração de cuidados", mas o que se tem verificado na prática, na esmagadora maioria das ULS do país é a de uma clara secundarização dos Cuidados de Saúde Primários, em privilégio de uma visão “hospitalocêntrica”. Ao mesmo tempo há uma maior tendência à concentração dos serviços mais fundamentais nos hospitais centrais, esvaziando os hospitais mais pequenos, como é o caso do Hospital de Ovar.
  4. No “Estudo Sobre o Desempenho das ULS ”, de 2015, da ERS, que compara ULS com serviços não integrados em ULS, verifica-se que na maioria dos parâmetros analisados não se encontraram diferenças significativas, sendo que nalgumas dimensões (por exemplo “Segurança do Doente”) as ULS demonstraram até piores resultados.
  5. Quanto às cirurgias, verifica-se que os hospitais não integrados em ULS exibem até uma média de cirurgias em ambulatório melhor que a dos hospitais em ULS. Os internamentos nestes últimos revelaram-se também em média mais prolongados e com maiores taxas de internamentos desnecessários relativamente àqueles não integrados em ULS.
  6. Estes dados sugere que as ULS no país, de uma forma geral, não reflectiram nem ganhos em saúde, nem melhores condições de trabalho dos profissionais, nem qualquer melhoria do financiamento.
  7. Relativamente à internalização de MCDT (meios complementares de diagnóstico e terapêutica), a CDU declara que defende este modelo, aproveitando com a máxima eficácia a capacidade instalada nos hospitais do SNS, evitando o recurso dos utentes a laboratórios convencionados.
  8. No entanto, alerta para a falácia do governo que assume, no Plano de Negócios, de que a internalização apenas é possível através da criação de ULS. A CDU salienta que é perfeitamente possível, do ponto de vista técnico e do ponto de vista legal a internalização de MCDT, bastando para isso haver vontade política, sem que para isso seja necessária a criação de ULS.
  9. A mesma falácia é utilizada pelo governo quando assume, no Plano de Negócios, que a ULS é indispensável para uniformizar sistemas informáticos e melhorar a comunicação entre unidades de saúde. Esta comunicação existe actualmente através de software desenvolvido pelo próprio Ministério, sendo certo que pode e deve melhorar, nomeadamente a nível de uniformidade, compatibilidade, velocidade e fiabilidade. Estas melhorias dependem única e exclusivamente de vontade política de alocar os meios humanos e tecnológicos necessários, e não da criação de qualquer ULS.


Sobre a Reabertura do Serviço de Urgência


A CDU defende a reabertura de um serviço de urgência básico (SUB) que permita responder em tempo útil a uma grande parte dos casos urgentes, tendo em conta que:

  1. O PCP foi o partido que mais lutou contra este encerramento, levado a cabo pelo governo PS/Sócrates. Foi também o único que se demarcou do protocolo assinado pela Câmara Municipal, então de executivo socialista, que a troco de algumas contrapartidas permitiu o encerramento definitivo das urgências do Hospital de Ovar, contra a vontade da esmagadora maioria da população e apesar desta nos meses anteriores se ter mobilizado em massa contra mais este encerramento.
  2. O próprio relatório técnico que sustentou os encerramentos das urgências reconhecia que Ovar tinha todas as condições para manter o seu serviço de urgência (casuística de mais de 100 casos por dia, população abrangida, equipamentos), com excepção da proximidade ao Hospital da Feira;
  3. O mesmo relatório reconhecia igualmente a necessidade de um serviço de urgência suplementar para áreas populacionais superiores a 200 000 habitantes, e considerava que o Hospital da Feira servia à data mais de 330 000 habitantes (número que será neste momento superior);
  4. O Hospital de Feira é manifestamente insuficiente para atender todos os casos urgentes de uma área enorme, criando tempos de espera que chegam a ultrapassar as 12h, que mais do que apenas incómodo, são passíveis de gerar situações potencialmente fatais para os utentes.
  5. A distância e a falta de transportes regulares é mais um factor de dificuldade de acesso às urgências do Hospital da Feira, especialmente para a população mais idosa do concelho.
  6. O Hospital de Ovar, que integra um serviço de medicina interna, dispõe do equipamento laboratorial e imagiológico necessário para o funcionamento de SUB que possa atender a maioria dos casos urgentes, enviando os casos urgentes mais diferenciados ao Hospital da Feira.


Por fim, a CDU chama a atenção para a necessidade absoluta de se defender um vínculo laboral digno aos cerca de 30% de profissionais precários que ao longo de décadas têm prestado os melhores cuidados de saúde aos ovarenses.

A CDU continuará, a par com os utentes e profissionais de saúde, a lutar pelo Hospital dos ovarenses, defendendo a carteira de serviços que presta e o seu alargamento; defendendo o seu carácter de proximidade e defendendo a autonomia que necessita para prestar cuidados adequados ao perfilo demográfico e epidemiológico dos utentes do SNS.

 
Pela reposição de direitos, contra a precariedade e a municipalização: toda a solidariedade com a greve da função pública em Ovar PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Comissão Concelhia de Ovar do PCP   
Sábado, 27 Maio 2017 01:01

PCP solidário com a greve da função pública no concelho de Ovar

O PCP saúda a greve protagonizada pela função pública do passado dia 26 de Maio em todo o país e que contou com a adesão de 75% dos trabalhadores, chegando aos 90% nos sectores da Saúde e da Educação.

A greve teve como reivindicações centrais:

  • O descongelamento dos salários e das carreiras
  • O fim à precariedade e o reforço dos meios humanos,
  • A aplicação do horário semanal de 35 horas semanais a todos os trabalhadores do sector público
  • A luta contra a municipalização do sector que o governo PS pretende levar a cabo.

Este foi um enorme sinal ao governo de que os trabalhadores do Estado estão dispostos a todas as formas de luta, não se resignando a suportar os efeitos de políticas governamentais que ponham em causa o interesse público, nomeadamente as funções sociais do Estado e os direitos dos trabalhadores.

O PCP ressalta o impacto significativo da greve no concelho vareiro, com o encerramento da Escola Secundária José Macedo Fragateiro; da Escola António Dias Simões; do Centro de Saúde de Ovar; dos serviços da Segurança Social. Outros serviços contaram com adesões parciais, como é o caso do Hospital de Ovar ou da Escola Secundária Júlio Dinis, esta com uma adesão de cerca de 50%.

O PCP continuará a apoiar todas as lutas dos trabalhadores que visem forçar o Governo a uma política que valorize uma administração pública ao serviço do povo e do país, alocando os necessários meios humanos e técnicos, acabando com a precariedade e dignificando as condições de trabalho dos funcionários públicos, os quais prestam diariamente um inestimável serviços às populações.

 
CDU reúne com Comando da PSP em Ovar PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Comissão Coordenadora de Ovar da CDU   
Sexta, 26 Maio 2017 00:56

CDU reúne com Comando da PSP em Ovar

Dando sequência às reuniões que a CDU tem efectuado com as instituições locais, esta força política reuniu recentemente com o comando da PSP da esquadra de Ovar.

A delegação foi constituída por Carlos Jorge Silva, candidato da CDU à Câmara Municipal de Ovar, e ainda por Paulo Pereira e José Sona, membros da Comissão Concelhia de Ovar do PCP. Gentilmente recebida pelo Comandante, subcomissário Luís González Simões, a CDU tomou conhecimento do trabalho desenvolvido pela esquadra no Concelho, ficando a par das necessidades e constrangimentos do trabalho diário realizado pelo efectivo policial.

Uma das maiores carências evidenciadas decorre do facto de as instalações, pertencentes ao município de Ovar, mas que são competência do Estado Central, estarem degradadas e desadequadas tendo em conta a exigência dos serviços realizados, necessitando de obras urgentes.

No que concerne ao efectivo policial, alertou-se para a necessidade de renovação dos quadros, pela idade média avançada dos elementos, ainda mais tendo em conta o trabalho por turnos que pode ser extremamente extenuante. Este efectivo, suficiente durante a maior parte do ano, é reforçado nos períodos de Verão e na época do Carnaval, embora de forma insuficiente devido às limitações impostas por outros serviços na região. Também são necessárias melhorias no que concerne às viaturas e equipamentos à disposição da esquadra.

Relativamente aos índices de sinistralidade estes concentram-se sobretudo em algumas vias de maior perigosidade, muitas das quais a necessitar de reabilitação e sinalização adequada. Salientou-se ainda a boa relação estabelecida com a comunidade, incluindo as minorias, com as quais têm sido desenvolvidas algumas acções de formação no âmbito da condução segura e da legalidade.

É no âmbito do contacto, conhecimento e cooperação com as instituições do Concelho que se desenvolvem políticas dirigidas, enquadradas e bem planeadas. A CDU compromete-se a questionar quer o Governo quer a Câmara Municipal sobre o futuro das instalações da Esquadra de Ovar. Ao mesmo tempo continuará a lutar, no plano local e nacional, pela garantia de condições dignas de trabalho, de salários dignos e respeito pela carreiras destes profissionais, defendendo ainda o aprofundamento das acções formativas e preventivas que garantam um funcionamento em harmonia com a comunidade.

 
Lançamento da Petição "Por um Hospital de Ovar de Qualidade, de Proximidade e com Autonomia" PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Comissão Coordenadora de Ovar da CDU   
Quinta, 25 Maio 2017 21:13

Petição em defesa do Hospital de Ovar

É com o objectivo de levar o futuro do Hospital de Ovar à discussão no Parlamento que um grupo de utentes do Hospital de Ovar, com o apoio da CDU, lançou uma petição defendendo a qualidade dos serviços prestados, a sua natureza de proximidade e o seu funcionamento em autonomia, sempre integrado na rede do SNS.

A petição, já assinada por centenas de pessoas, pretende chegar às 4000 assinaturas, de forma a que estas reivindicações seja debatidas no Parlamento o mais rapidamente possível. Encontra-se para subscrição em vários pontos do concelho (cafés e outros estabelecimentos de acesso público), para além da sua versão online em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=hospitalovar.

As quatro grandes reivindicações dos peticionários são:

  • A inclusão, no Orçamento Geral do Estado para 2018, da verba necessária às obras no Bloco Operatório do Hospital Dr. Francisco Zagalo, de Ovar;
  • A manutenção da autonomia do Hospital Dr. Francisco Zagalo, não o integrando numa eventual ULS de Entre Douro e Vouga (ULS-EDV), e garantindo sempre o seu funcionamento em rede com as outras unidades do Serviço Nacional de Saúde;
  • A reabertura do Serviço de Urgência no Hospital de Ovar;
  • A integração dos profissionais com vínculo precário, muitos com décadas de serviço, nos quadros do Hospital.


O documento surge na sequência da apresentação, pelo Governo, de um Plano de Negócios para a criação de uma eventual Unidade Local de Saúde (ULS) de Entre Douro e Vouga, estrutura que anexaria o nosso Hospital de Ovar. Esta mega-estrutura, que incluiria o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (Hospital da Feira) e vários Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) de vários municípios no distrito, teria uma dimensão enorme que criaria rapidamente dificuldades na sua articulação e no seu desempenho perante as necessidades das pessoas.

Neste plano de negócios apresentado pelo Governo:

  • Nenhuma solução é dada relativamente à integração dos profissionais precários nos quadros do Hospital
  • Não estão previstas, de forma clara e inequívoca, as necessárias obras no Bloco Operatório, essenciais para que as intervenções decorram dentro dos parâmetros de segurança definidos pela Entidade Reguladora de Saúde.
  • Nada é referido sobre a necessária reabertura do Serviço de Urgência.

Acresce que o Conselho Consultivo do Hospital de Ovar já se pronunciou claramente contra este plano de negócios, tal como outras entidades do concelho. Sendo este um tema complexo, a CDU tem necessidade de prestar os esclarecimentos abaixo, nomeadamente sobre as consequências de uma eventual ULS-EDV, bem como sobre a necessidade reabertura do serviço de urgência básico.


Sobre o Plano de Negócios da ULS-EDV

Relativamente ao Plano de Negócios que defende e integração do Hospital numa eventual ULS-EDV, a CDU chama a atenção para alguns factos:

  1. Nesta ULS todas as decisões se concentrariam apenas num conselho de administração. Quer o Hospital de Ovar quer o ACeS Baixo Vouga perderiam autonomia, afectando negativamente os seus serviços de proximidade e adequado às necessidades da população.
  2. A CDU defende um modelo que garanta a autonomia de cada uma das unidades de saúde, devendo estas funcionar, sim, de forma coordenada e complementar através da celebração de protocolos no âmbito do SNS.
  3. O Governo argumenta que as ULS permitem uma maior "integração de cuidados", mas o que se tem verificado na prática, na esmagadora maioria das ULS do país é a de uma clara secundarização dos Cuidados de Saúde Primários, em privilégio de uma visão “hospitalocêntrica”. Ao mesmo tempo há uma maior tendência à concentração dos serviços mais fundamentais nos hospitais centrais, esvaziando os hospitais mais pequenos, como é o caso do Hospital de Ovar.
  4. No “Estudo Sobre o Desempenho das ULS ”, de 2015, da ERS, que compara ULS com serviços não integrados em ULS, verifica-se que na maioria dos parâmetros analisados não se encontraram diferenças significativas, sendo que nalgumas dimensões (por exemplo “Segurança do Doente”) as ULS demonstraram até piores resultados.
  5. Quanto às cirurgias, verifica-se que os hospitais não integrados em ULS exibem até uma média de cirurgias em ambulatório melhor que a dos hospitais em ULS. Os internamentos nestes últimos revelaram-se também em média mais prolongados e com maiores taxas de internamentos desnecessários relativamente àqueles não integrados em ULS.
  6. Estes dados sugere que as ULS no país, de uma forma geral, não reflectiram nem ganhos em saúde, nem melhores condições de trabalho dos profissionais, nem qualquer melhoria do financiamento.
  7. Relativamente à internalização de MCDT (meios complementares de diagnóstico e terapêutica), a CDU declara que defende este modelo, aproveitando com a máxima eficácia a capacidade instalada nos hospitais do SNS, evitando o recurso dos utentes a laboratórios convencionados.
  8. No entanto, alerta para a falácia do governo que assume, no Plano de Negócios, de que a internalização apenas é possível através da criação de ULS. A CDU salienta que é perfeitamente possível, do ponto de vista técnico e do ponto de vista legal a internalização de MCDT, bastando para isso haver vontade política, sem que para isso seja necessária a criação de ULS.
  9. A mesma falácia é utilizada pelo governo quando assume, no Plano de Negócios, que a ULS é indispensável para uniformizar sistemas informáticos e melhorar a comunicação entre unidades de saúde. Esta comunicação existe actualmente através de software desenvolvido pelo próprio Ministério, sendo certo que pode e deve melhorar, nomeadamente a nível de uniformidade, compatibilidade, velocidade e fiabilidade. Estas melhorias dependem única e exclusivamente de vontade política de alocar os meios humanos e tecnológicos necessários, e não da criação de qualquer ULS.


Sobre a Reabertura do Serviço de Urgência


A CDU defende a reabertura de um serviço de urgência básico (SUB) que permita responder em tempo útil a uma grande parte dos casos urgentes, tendo em conta que:

  1. O PCP foi o partido que mais lutou contra este encerramento, levado a cabo pelo governo PS/Sócrates. Foi também o único que se demarcou do protocolo assinado pela Câmara Municipal, então de executivo socialista, que a troco de algumas contrapartidas permitiu o encerramento definitivo das urgências do Hospital de Ovar, contra a vontade da esmagadora maioria da população e apesar desta nos meses anteriores se ter mobilizado em massa contra mais este encerramento.
  2. O próprio relatório técnico que sustentou os encerramentos das urgências reconhecia que Ovar tinha todas as condições para manter o seu serviço de urgência (casuística de mais de 100 casos por dia, população abrangida, equipamentos), com excepção da proximidade ao Hospital da Feira;
  3. O mesmo relatório reconhecia igualmente a necessidade de um serviço de urgência suplementar para áreas populacionais superiores a 200 000 habitantes, e considerava que o Hospital da Feira servia à data mais de 330 000 habitantes (número que será neste momento superior);
  4. O Hospital de Feira é manifestamente insuficiente para atender todos os casos urgentes de uma área enorme, criando tempos de espera que chegam a ultrapassar as 12h, que mais do que apenas incómodo, são passíveis de gerar situações potencialmente fatais para os utentes.
  5. A distância e a falta de transportes regulares é mais um factor de dificuldade de acesso às urgências do Hospital da Feira, especialmente para a população mais idosa do concelho.
  6. O Hospital de Ovar, que integra um serviço de medicina interna, dispõe do equipamento laboratorial e imagiológico necessário para o funcionamento de SUB que possa atender a maioria dos casos urgentes, enviando os casos urgentes mais diferenciados ao Hospital da Feira.


Por fim, a CDU chama a atenção para a necessidade absoluta de se defender um vínculo laboral digno aos cerca de 30% de profissionais precários que ao longo de décadas têm prestado os melhores cuidados de saúde aos ovarenses.

A CDU continuará, a par com os utentes e profissionais de saúde, a lutar pelo Hospital dos ovarenses, defendendo a carteira de serviços que presta e o seu alargamento; defendendo o seu carácter de proximidade e defendendo a autonomia que necessita para prestar cuidados adequados ao perfilo demográfico e epidemiológico dos utentes do SNS.


PETIÇÃO


 
Finalmente a Casa da Junta! PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Comissão de Freguesia de São João de Ovar   
Domingo, 21 Maio 2017 21:03

A aspiração da construção da Casa da Junta de São João de Ovar foi finalmente concretizada e inaugurada a 25 de Abril de 2016. Mas, assim como apareceu, desapareceu e não se vislumbrava a possibilidade de a encontrar para, finalmente, lhe dar o uso devido em prol da população.

Casa da Junta de Freguesia de São João de Ovar

A construção da Casa da Junta de São João de Ovar – Pólo de capacitação e Inovação Social, orçou em mais de um milhão de euros. Foi inaugurada a 25 de abril de 2016 e, finalmente, um ano decorrido, vai entrar em funcionamento.


O PCP de São João de Ovar nunca compreendeu e muito menos se conformou com esta situação, que em nada dignificou as Instituições responsáveis do poder local, com claros prejuízos para a população que poderia estar a beneficiar de um espaço de elevada qualidade e conforto, desde há um ano, para o desenvolvimento das mais diversas atividades.


Não era minimamente compreensível que uma estrutura de custos tão elevados, com todas as condições exigidas, concluída e inaugurada há um ano, permanecesse fechada. A população sempre exigiu a abertura do espaço que, a título de exemplo, foi uma fonte de desperdício de dinheiro público, nomeadamente no aluguer do espaço atual de funcionamento da Junta de Freguesia que ali teria todas as condições para ser instalada…só neste capítulo já foram deitados fora milhares de euros!


“Mais vale tarde que nunca”! O PCP congratula-se com o estabelecimento do contrato de comodato entre a C.M. e a U.F.O., recentemente acordado, para que, efetivamente, o espaço possa estar ao serviço da população!


São João de Ovar, 21 de Maio de 2017

A Comissão de Freguesia de São João de Ovar do PCP

 
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